sábado, 10 de julho de 2010

Menor envolvido tinha visões de Eliza segundo o Tio

O tio do menor de 17 anos de idade que contou ter presenciado o assassinato de Eliza Samudio, 25 anos, disse na tarde desta quinta-feira (8) em entrevista à Rede Record que o jovem estava tendo alucinações e visões constantes da vítima.

Segundo o homem que preferiu não se identificar, o adolescente o procurou para contar sobre a participação no desaparecimento da ex-amante do goleiro suspenso do Flamengo, Bruno Fernandes, porque “estava com uma pressão muito grande na cabeça e não estava aguentando mais ficar em silêncio”.

- Ele me procurou desesperado, tremendo, em pânico. Disse que via a menina [Eliza] por todo lado, toda hora, que não conseguia ter paz. Eu me senti na obrigação de ajudar e contar tudo o que sabia, por isso liguei para a rádio [Tupi].

O tio do menor, no entanto, confessou que não imaginava que o fato fosse ganhar tal repercussão. Ele diz que está sendo ameaçado e que teme ser morto como queima de arquivo.

- Eu acho que até me arrependi um pouco de ter feito tudo isso desta forma porque agora estou sofrendo ameaças. Estou com medo. Os policiais já estavam monitorando meu sobrinho. Eu não tenho nada a ver com o crime, só contei o que fiquei sabendo.

fonte: r7.com

Trabalho do Pastor e os valores da Igreja são discutidos no seriado americano da BBC

No dia 28 de junho a BBC 2 estreou a sitcom “Rev.“, produção da Big Talk Productions, criada por Tom Hollander e James Wood, com seis episódios iniciais encomendados. A produção chegou a ser anunciada com o título provisório de “Handle with Prayer”. A série pretende explorar os bastidores da administração de uma igreja nos dias de hoje, época em que precisa enfrentar a concorrência do mundo do entretenimento e das novas mídias; bem como expor as dificuldades diárias de se manter as obrigações que o cargo de pastor impõe.

A história gira em torno do Pastor anglicano Adam Smallbone (Tom Hollander), que é transferido de uma comunidade rural para a igreja de St. Saviour, no Leste de Londres. Adam é casado com Alex (Olivia Colman), uma advogada que não faz a menor ideia de como a esposa de um pastor deve agir. A cada dia Adam vivencia um conflito moral: responsável por uma igreja decadente, tanto em sua estrutura física quanto em relação aos membros de sua paróquia, Adam precisa manter as portas sempre abertas para quem quiser procurá-lo com algum problema, verdadeiros ou não. Pela igreja passa todo o tipo de gente: miseráveis, criminosos, drogados, neuróticos ou alpinistas sociais, os quais buscam legitimar seu nome e seu passado frequentando ou apoiando uma igreja.

Como se não bastasse, ainda tem de lidar com voluntários preguiçosos, rivais ambiciosos (da mesma religião ou não), a vigilância de seu superior (Simon McBurney) e o assédio de Adoha (Ellen Thomas), mulher que frequenta a igreja. Seu auxiliar acha que Adam lhe tirou a chance de se tornar o pastor da congregação; Colin (Steve Evets), um de seus maiores devotos é um bêbado inveterado; e ainda tem um funcionário do local que já não tem mais imaginação para inventar uma boa mentira em troca de algum dinheiro adiantado. No elenco também estão Lucy Liemann (Ellie), Hugh Bonneville (Roland Wise), Alexander Armstrong (Patrick Yam), Colin Salmon (Leon) e Darren Boyd (Darren Betts).

Tom Hollander teve a ideia para a série quando assistiu ao batizado de seu afilhado; o pai do menino era um velho amigo seu que nunca acreditou na existência de Deus. No entanto, estava em uma igreja batizando o filho. Outra inspiração de Tom para a série foi uma história publicada em um jornal na qual narrava a vida de um pastor que se tornara a pessoa mais importante de uma comunidade ao ser requisitado para festas, reuniões e toda espécie de evento. O motivo era o interesse de pais em matricular seus filhos na escola mantida pela igreja. Na Inglaterra, é uma antiga tradição crianças estudarem em escolas religiosas para conseguirem ascender socialmente.

Pesquisando o universo no qual a história seria situada, Tom conheceu a esposa de um pastor, que além de ganhar o dobro do valor pago ao marido, detestava as reuniões e o fato da porta estar sempre aberta a quem fosse visitá-los; no entanto, aguentava a tudo por amor ao esposo. Assim, surgiu a personagem de Alex, mulher do Pastor Adam. Apesar das referências, o ator e co-criador da série garante que os episódios deverão ter histórias inspiradas em fatos e personagens reais, mas com um desenvolvimento ficcional.

fonte: veja

quinta-feira, 8 de julho de 2010

“Não há como negar a existência do vampirismo” o filme Eclipse, da saga Crepúsculo...

Lançado no dia 30 de junho, Eclipse, terceiro filme da saga Crepúsculo, bateu recorde de público até o momento. Por trás da história românticateen que envolve a cultura gótica, vampírica, está um contexto perigoso. O alerta partiu do pastor da Igreja das Américas em Nova Friburgo (RJ), Silas Rahal. Conhecido por realizar evangelismo com comunidadesundergrounds, Rahal lembra que algo errado está acontecendo com a juventude, até mesmo a cristã, que cada vez mais está sendo atraída por esta cultura.

Uma boa prova do sucesso da saga são os números. Foram 100 milhões de livros vendidos e no cinema, desde o lançamento, só no Brasil, mais de dois milhões de espectadores – principalmente adolescentes e crianças são seduzidos pela trama fácil e com ícones românticos.

Silas Rahal, pastor da Igreja Batista em Fazenda do Campo ou Igreja das Américas, conhece bem os perigos da propagação desta cultura e faz um trabalho de amparo aos jovens góticos e underground. Rahal diz que sempre pregou o evangelho para ‘malucos’ e ‘doidos’, mas de uns anos para cá o cenário ficou ainda mais complicado. “O vampirismo não pode ser considerado uma doença, um problema psicológico ou espiritual. É uma questão muito complexa, mas não há como negar sua existência, em alguns lugares mais e em outros menos. O vampirismo é parte da história humana e um fato desde sempre em todas as civilizações”, explica Silas.

Para o estudante de teologia a novidade é que o vampirismo está virando moda, uma tendência cultural, febre nos cinemas e tomando conta dos jovens de todo mundo. “Só pode ser um mau sinal, alguma coisa anda muito errada. O que será que passa na cabeça dos produtores. Será que eles pensam que isso tudo é mentira?, pois não é, basta ir a qualquer cemitério em qualquer lugar do mundo para encontrar jovens de preto praticando rituais bizarros”, relata.

Silas conta que os adeptos do vampirismo atual escutam black metal, fazem adoração ao satanás, usam roupas pretas, não tomam sol, são depressivos e muitos deles estão sempre com a garganta inflamada, devido a ingestão frequente de sangue humano. Além disso, acreditam que, caso cometam o suicídio irão ressuscitar como vampiros, aumentando cada vez os índices.

Não somente a igreja das Américas, mas todos os ministérios alternativos em todo o mundo estão tendo cuidado especial no evangelismo dos jovens e agem para mostrar a verdade, de acordo com as Escrituras. “O vampirismo atinge a vida humana, a plenitude da realização do indivíduo por preconizar valores depressivos e funestos da vida, já o evangelho de Cristo há de trazer luz a todos os que estão na região das trevas”, ressalta Silas Rahal.

fonte: creio

Religioso desvia mais de R$ 2 Milhões para pagar garotos de programa e presentes de luxo

O padre Kevin J. Gray, 64, foi preso no Estado de Connecticut (EUA) sob a acusação de ter roubado US$ 1,3 milhão [R$ 2,2 milhões] durante sete anos para pagar por garotos de programa e roupas de grife, além de hoteis e restaurantes de luxo. Gray trabalhou na paróquia do Sagrado Coração da cidade de Waterbury (no período entre janeiro de 2003 e 15 de abril deste ano), que após uma revisão de suas finanças percebeu que as contas dos últimos anos demonstravam retiradas ilícitas e estimou que o padre poderia ter roubado até US$ 1 milhão.

A pedido da arquidiocese de Hartford, a polícia local iniciou investigações no mês passado para apurar as suspeitas.

Após o inquérito, o padre se entregou hoje às autoridades e deve ser ouvido ainda nesta terça pelo tribunal de Waterbury.

De acordo com o jornal local “Hartford Courant”, Gray era bem visto na comunidade onde trabalhou durante 26 anos, passando também pelas paróquias de Santa Margarete e Santa Cecília.

“Estamos muito tristes com os fatos que recentemente tiveram um impacto muito profundo na paróquia do Sagrado Coração”, disse o padre John P. Gatzak, diretor de comunicações da arquidiocese de Hartford, ao jornal americano.

DÍVIDAS

O porta-voz disse ainda que há preocupações financeiras e espirituais e alertou para um endividamento “absurdo” da paróquia após anos do suposto estelionato cometido por Gray.

“No nível financeiro, a arquidiocese continua trabalhando com a paróquia para melhorar seus controles financeiros e lidar com os assuntos que surgiram com esta situação, como a cobertura de seguros e dívidas absurdas. No nível espiritual, continuamos a rezar pela cura e consolo das famílias da paróquia que segue adiante e por orientação e reconciliação para o padre Gray enquanto ele enfrenta os procedimentos legais aos quais é submetido”, disse Gatzak ao “Hartford Courant”.

Segundo reportagem do jornal americano a arquidiocese fez contato com a polícia local no dia 21 de maio após descobrir uma série de pagamentos não autorizados usando recursos da Igreja Católica.

O suposto estelionato teria começado em janeiro de 2003, e o dinheiro teria sido retirado de poupanças e fundos de investimento mantidos pela paróquia. Os recursos deveriam ser usados para o pagamento de apólices de seguro e taxas anuais que a paróquia paga à arquidiocese.
fonte: gnoticias.com

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Os escândalos do banco do Vaticano, o que há por traz disso...

Gianluigi Nuzzi era jornalista na revista italiana "Panorama" quando lhe foram parar às mãos duas malas com cinco mil documentos sobre as actividades "nada santas" do Instituto para Obras Religiosas (IOR), mais conhecido como banco do Vaticano, entre as décadas de 1970 e 90. O amontoado de papéis incluía extractos bancários, cartas secretas, relatórios confidenciais, balanços sigilosos e, durante 20 anos, foi cuidadosamente compilado por monsenhor Renato Dardozzi, conselheiro do IOR desde 1974 até ao final de 1990. Antes de morrer, Dardozzi deixou uma exigência no testamento: o arquivo que construíra em segredo deveria ser tornado público. "Para que todos saibam o que aconteceu", garante Gianluigi Nuzzi.

Os documentos deram origem ao livro "Vaticano SA" (Editorial Presença). Uma primeira advertência para os mais cépticos e pouco dados a teorias da conspiração: "Não é um livro contra o Vaticano, mas relata actos de homens que gozaram de uma confiança mal depositada", explica Gianluigi, que até admite ser baptizado, apesar de não ser católico praticante. "Tenho o problema que aflige todos os filósofos. Se o ser humano é um relógio, quem é o relojoeiro? Estou numa fase em que me interrogo sobre a fé", confessa. O investigador, que interrompe a entrevista como i para ir buscar uma cerveja, fica desconfortável quando tem de falar de si próprio, mas entusiasma-se quando se lhe pede para explicar os complexos esquemas que o Vaticano escondeu durante mais de 30 anos.

Uma Igreja nada santa Não é uma história. São vários enredos, que incluem mortes misteriosas, silêncios, suspense, muitos pecados e demasiadas omissões. "No Vaticano a verdade nunca é uma só. Muito menos quando se trata de números", garante.

O arquivo de Dardozzi permite reconstituir a existência, no IOR, de contas da máfia - por exemplo de Vito Ciancimino, condenado por ligações à Cosa Nostra e à máfia siciliana. O Vaticano terá tentado, também, financiar a criação de um novo partido político. Até os donativos dos fiéis para serem rezadas missas pelos defuntos seriam usados para outros fins. Tudo com base num sistema de contas encriptadas.

"Eram abertas em nome de fundações que não existiam, como 'fundo para a leucemia' ou 'fundo para as crianças pobres'", recorda Gianluigi Nuzzi. Essas contas eram identificadas apenas por códigos numéricos, que conduziam aos pseudónimos dos seus titulares, como "Roma", "Ancona" ou "Omissis" - este último remeteria para Giulio Andreotti, primeiro-ministro de Itália por sete vezes, pelo partido democrata-cristão. "Ainda hoje não se sabe ao certo quanto dinheiro terá passado por estas contas, mas no mínimo entre 276 a 300 milhões de euros."

Em Fevereiro de 1992 arranca, em Itália, a operação "Mãos Limpas", que tem como alvo os políticos da primeira república, depois do escândalo do megassuborno Enimont. E é aqui que os magistrados percebem "que boa parte do dinheiro tinha passado pelo banco do Vaticano e era depois depositado em contas no estrangeiro". O esquema era possível graças ao estatuto e aos acordos com o Estado italiano que ainda hoje permitem ao IOR "um modo de operação bancária offshore". O banco também goza de uma administração autónoma na Santa Sé; os seus dirigentes não podem ser interrogados, processados ou presos em Itália. O Vaticano pode até nem responder às rogatórias da justiça, se assim o entender. "Apesar de já ter sido assinada uma convenção monetária entre o Vaticano e a União Europeia que obrigará a Santa Sé, a partir de Janeiro de 2011, a adequar as suas normas às do espaço comunitário no que diz respeito à lavagem de dinheiro", adianta o jornalista.

O arquivo de Dardozzi permite também perceber que João Paulo II "foi informado das irregularidades em 1992 e nada fez". E que o Papa tem direito a um fundo pessoal e confidencial que escapa aos balanços oficiais que a Santa Sé apresenta todos os anos. Só em 1993, João Paulo II terá arrecadado 121,3 milhões de euros. Até agora, o Vaticano não se pronunciou sobre este livro polémico que já está traduzido em oito países.

Fonte: Ionline

Presidente do Atletas de Cristo e braço direito de Dunga, irrita jogadores e dirigentes da Seleção

Esse foi o sentimento de alguns jogadores da seleção com relação ao auxiliar técnico Jorginho. Braço direito de Dunga na seleção brasileira, ele pregou durante o Mundial que a equipe deveria ficar isolada dentro de um hotel em um condomínio sofisticado de Johannesburgo.

Ele também decidiu pelo fim das folgas para os jogadores durante a Copa-2010. Com Dunga, forjou no grupo que os parentes dos atletas deveriam ficar no Brasil para evitar que o time “perdesse o foco” no torneio.

Alegavam que os jogadores poderiam se desconcentrar do Mundial com os familiares na principal metrópole da África do Sul, cidade com índices de violência superior aos piores vistos no Brasil.

Apesar do discurso de reclusão, Jorginho fez o contrário. Desde o primeiro dia da Copa sul-africana, sua mulher e seus filhos estavam em Johannesburgo. O fato só foi descoberto mais tarde pelos jogadores, que se sentiram traídos pelo auxiliar técnico.

A partir daí, Jorginho foi perdendo o poder no grupo.

O ex-lateral direito, campeão mundial em 1994, também desagradou aos dirigentes. Ele era um dos líderes da ala religiosa da seleção. Jorginho aparelhou a delegação brasileira de evangélicos.

Ele foi o responsável pela contratação de Marcelo Cabo para ser “espião” de Dunga no Mundial. Desconhecido no futebol, Cabo dividia com Taffarel, escolhido por Dunga, a função de observar os rivais do time nacional.

Amigo de Jorginho de igreja, ele só trabalhou em clubes pequenos do futebol, como o Bonsucesso, o Bangu e o desconhecido Atlético de Tubarão (SC). O ponto alto da carreira dele foi ter sido auxiliar técnico de Marcelo Paquetá na seleção da Arábia Saudita, em 2002. No Oriente Médio, treinou times locais.

Jorginho influiu até na escolha dos seguranças da seleção. Um deles foi colocado no posto por ser evangélico.

O auxiliar técnico de Dunga comandava também na seleção as sessões de oração. Um pastor frequentava a concentração para rezar com os jogadores. Lúcio, Josué, Felipe Melo e Luisão eram os atletas mais participativos.

Frequentador da Igreja Congregacional da Barra da Tijuca, Jorginho participa dos cultos quando está no Rio e habitualmente confunde futebol com religião.

No início da carreira como treinador, tentou trocar a mascote do América carioca em 2005. O símbolo do clube é um diabo. Segundo Jorginho, a mascote era uma das responsáveis pela má fase do time – o último título estadual do América foi em 1960.

Ele queria substituir o diabo por uma fênix. A proposta, no entanto, acabou recusada por dirigentes e torcedores do clube.

fonte: folha / gnoticias.com

sábado, 3 de julho de 2010

Você crê em Deus e na Ciência? Um dos maiores cientistas do mundo relata acerca dela

Quando foi convocado para substituir o biólogo James Watson – um dos descobridores da estrutura de dupla hélice do DNA – na liderança do recém criado Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, em 1993, o geneticista Francis Collins já era um pesquisador conhecido e já havia descoberto a localização de genes responsáveis por três doenças importantes: fibrose cística, distrofia muscular de Duchenne e doença de Huntington.

Dono de um currículo impecável dentro do mundo científico e de um entusiasmo contagiante em relação a tudo o que se refere à genética, Collins foi encarregado de encabeçar um consórcio público integrado por centros de pesquisa norte-americanos, britânicos, franceses, alemães e japoneses – o chineses vieram mais tarde – com a tarefa hercúlea de seqüenciar todos os três bilhões de pares de bases que constituem o DNA humano.

Entre 1995 e 1999, Collins e sua equipe protagonizaram, com a Celera Genomics, do cientista Craig Venter, uma competição acirrada pela primazia no anúncio do seqüenciamento completo do “mapa da vida”. A corrida entre os consórcios público e privado culminou com um anúncio em conjunto, na Casa Branca, de que o Genoma Humano estava finalmente completo e pertencia, a partir dali, a toda a humanidade.

A data histórica ainda não havia completado seu sexto aniversário quando, em 2006, Collins lançou, nos Estados Unidos, o livro A Linguagem de Deus (Ed. Gente), no qual discorria sobre como havia resolvido dentro de si o dilema entre fé e ciência. Em 300 páginas escritas com elegância e sinceridade, um dos mais notórios homens da ciência admitiu ao mundo que acreditava piamente em Deus. A obra reacendeu o velho debate entre crentes e ateus, movimentou evolucionistas e criacionistas e suscitou embates históricos – o mais famoso deles deu-se entre Collins e o zoólogo e evolucionista britânico Richard Dawkins.

A polêmica, no entanto, não foi suficiente para abalar o prestígio de Collins na comunidade científica ou afastá-lo das salas de aula e dos centros de pesquisa. Pelo contrário. No ano passado, ele foi nomeado por Barack Obama para dirigir os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, aos quais está diretamente ligado o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, que ele liderou ente 1993 e 2008.

Como o prestígio do cargo no âmbito da ciência o coloca mais ou menos na mesma posição ocupada por Obama entre os chefes de estado do planeta, há quem diga que a crença religiosa do cientista o coloca em uma situação delicada, levando-se em conta que Collins tem sob sua responsabilidade controlar um orçamento de mais de 30 bilhões de dólares destinados exclusivamente a pesquisas biomédicas e de saúde.

“Será que devemos confiar o futuro da pesquisa biomédica nos Estados Unidos ao homem que sinceramente acredita que a compreensão científica da natureza humana é algo impossível?” chegou a questionar o neurocientista e escritor Sam Harris em um editorial publicado no jornal The New York Times, logo após a nomeação de Collins.

Alheio à polêmica gerada em torno de suas crenças, o cientista cristão segue firme no cargo e acaba de lançar mais um livro. Entitulada A Linguagem da Vida (Ed. Gente), a obra é um apanhado sobe as mais recentes descobertas pós-genoma. Nela, Collins conta – entre outras coisas – os bastidores do Projeto Genoma sob sua ótica e mostra ao leitor como genética está conduzindo a medicina para um caminho de total transformação. Um caminho onde, segundo ele, a personalização dos tratamentos já é uma realidade e a prevenção e a detecção precoce de doenças serão uma ciência cada dia menos imprecisa.

fonte: g noticias gospel