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sábado, 14 de janeiro de 2012

Dissidente chinês cristão busca asilo nos EUA

Yu Jie

O dissidente cristão e um dos mais famosos ativistas pelos direitos humanos da China, Yu Jie, encaminhou para os Estados Unidos, nesta sexta-feira, um pedido de asilo e afirmou que vai revelar informações sigilosas da repressão do governo chinês.

Suas denúncias podem ser graves para a política internacional. Em seu depoimento prometido à uma comissão do Congresso dos EUA na semana que vem, ele contará como foi repreendido, condenado à prisão domiciliar e torturado pelo governo de seu país.
Já adiantando o assunto, Yu afirmou que as autoridades se tornaram mais duras depois que outro dissidente, Liu Xiaobo, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2010.
"Minhas circunstâncias mudaram dramaticamente e eu fui submetido à tortura extremamente cruel", declarou Yu a Reuters por telefone.
Um mês antes da entrega do prêmio, Yu Jie foi sequestrado e espancado nu até perder seus sentidos, “tive de ser levado a um hospital para ser salvo”, contou “passei seis meses com perda de memória, insônia e dores”.
As declarações são ainda mais esperadas por anteceder a visita do atual vice-presidente da China, Xi Jingping, à Washington. Ele é um dos principais nomes para assumir a próxima presidência chinesa e já anunciou uma visita aos EUA nos próximos meses.
Dissidente
Yu foi sentenciado a 11 anos de prisão domiciliar em 2009, por incitar à subversão. Ele e sua mulher foram proibidos de saírem de casa. Ainda não se sabe como ele fez para deixar o país nesta quarta-feira, acompanhado de sua esposa e um filho pequeno.
Segundo a agência de notícia francesa AFP, um membro da organização das nações unidas afirmou que o dissidente deixou Pequim sem incidentes.
Ele é um dos mais persistentes críticos dos controles impostos pelo Partido Comunista às religiões e mantém um posicionamento político contrário ao regime.
Um de seus maiores feitos foi a publicação do livro "Wen Jiabao: o melhor ator da China", em 2010. Na publicação ele faz graves denúncias e críticas sobre o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao.
O Estado americano ainda não divulgou qual será a sua resposta ao pedido de asilo. 
fonte: The Christian Post

sexta-feira, 14 de maio de 2010

As Cortinas de Ferro da China foram abertas para grupos religiosos

O governo chinês, oficialmente ateísta, pediu aos grupos religiosos e às pessoas de fé para ajudar nos esforços de reconstrução da província no Noroeste da China, devastada por um terremoto.

Em uma carta aberta publicada em site oficial, a Administração do Estado da China para os Assuntos Religiosos pediu à comunidade religiosa doações para a reconstrução da área Tibetana de Yushu, na província de Qinghai, que foi devastada por um terremoto de magnitude 7,1, em 14 de abril.

Pelo menos 2,2 mil pessoas foram mortas, mais de 12 mil foram feridos e mais de 100 mil ficaram desabrigadas pelo terremoto em Yushu.

Segundo a carta, a comunidade religiosa já doou mais de US$ 12,7 mil para a área atingida pelo terremoto. O departamento de assuntos religiosos espera que os líderes e crentes individuais façam mais doações.

A carta também agradeceu as orações e esforços de assistência imediata realizada por organizações religiosas.

As autoridades chinesas disseram na semana passada que espera que a obra de reconstrução do Yushu seja concluída em três anos, segundo a Xinhua, a agência de notícias estatal.

Desde abril, grupos de ajuda humanitária cristãos têm trabalhado para distribuir itens de necessidade imediata, como alimentos, abrigo e roupas para as vítimas.

Nos últimos anos, a China tem sido em geral mais receptiva à religião na sociedade, apesar dos problemas em curso com a liberdade religiosa.

O diretor-geral da Administração Estatal para Assuntos Religiosos, Ye Xiaowen, reconheceu em 2007 que o número de seguidores religiosos chineses, incluindo os cristãos, tem crescido. Ele também alegou que, em vez de esmagar as religiões, o partido comunista chinês incentivará a religião a desempenhar um papel positivo “na promoção do desenvolvimento econômico e social” no futuro.

Um artigo recente no jornal estatal China Daily indica que o governo está se abrindo para a religião na praça pública. O artigo, publicado em março, deu detalhes de como um estudante de 22 anos em Pequim se converteu ao cristianismo, enquanto tentava descobrir o sentido da vida.

Notavelmente, o estudante foi relatado por frequentar uma igreja de 700 membros, em Pequim, apesar de não haver registros no governo – as igrejas são ilegais na China. Os cidadãos só são autorizados a adoração em instituições religiosas aprovadas pelos órgãos criados por religiosos da China de Macau.

Para os cristãos protestantes, isso significa cultuar em igrejas afiliadas com o Three-Self Patriotic Movement e Christian China Conselho.

Apesar de progressos da China na liberdade religiosa, grupos de direitos humanos ainda informam regularmente a perseguição dos cristãos das igrejas domésticas. Organizações de direitos humanos afirmam que a China tem um longo caminho a percorrer no seu respeito pela liberdade religiosos.

Fonte: CPAD News