Mostrando postagens com marcador Religião; ciência; genético; ser humano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religião; ciência; genético; ser humano. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de janeiro de 2012

Pesquisadores dizem saber como alguém pode “viver para sempre”





Em 2009, três pesquisadores americanos ganharam o Prêmio Nobel de Medicina por terem começado a entender por que as células humanas envelhecem. Eles afirmam que a resposta são os telômeros. Ao anunciar o prêmio, a Fundação Nobel explicou: “o processo de envelhecimento é complexo e depende de vários fatores. Os telômeros são um deles”.
Os telômeros são fragmentos que ficam na ponta dos nossos cromossomos, uma espécie de “tampinha” que os protegem. Quando a célula se divide, o telômero diminui e a célula começa a se deteriorar. Esse processo, que ocorre a cada divisão celular, faz com que o ser humano envelheça.
Os ganhadores do Nobel descobriram, ainda nos anos 1980, que nas células cancerosas existia uma enzima que estimula o fortalecimento do telômero, chamada telomerase. Os cientistas pensam que a telomerase pode prolongar nossa vida, pois deixaria as células saudáveis por mais tempo. O Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas da Espanha testou essa hipótese com ratos. A conclusão é que os ratos com mais telomerase nas células viveram até 50% mais tempo. Mas eles acabavam morrendo de câncer.
Em 2008, a equipe espanhola conseguiu controlar esse efeito colateral e iniciou-se a possibilidade de estudos com humanos. “Projetando um aumento semelhante de expectativa de vida nas pessoas, isso significaria morrer entre os 115 e os 120 anos”, dizem os pesquisadores.
Depois de algum tempo, Raymond Kurzweil e Terry Grossman revelaram ter descoberto que os seres humanos podem viver para sempre se você seguirem certas regras. Kurzweil é um especialista em ciência da computação e inteligência artificial. Grossman é homeopata. Juntos, criaram a teoria que os exercícios, juntamente com os avanços da medicina e nas tecnologias de plástico podem ajudar-nos a ter uma vida mais saudável e mais longa. Talvez até eterna.
Eles publicaram livros como “A medicina da imortalidade” e “Transcend”, estabelecendo os procedimentos que alguém deve ter para viver mais e melhor.  Além de tomar suplementos alimentares e vitaminas, eles recomendam como garantia contra o envelhecimento: praticar a meditação, dormir por longas horas, reduzir o consumo de alimentos ricos em calorias e fazer no mínimo 20 minutos de exercício aeróbico diário. Essas recomendações, segundo eles, ajudam a retardar o envelhecimento dos hormônios que é acelerada pela falta de exercício.
Eles acreditam que ao longo da próxima década, com base em novas conquistas em nanotecnologia, terapia genealógica, clonagem, transplante de células, tecidos e órgãos os humanos serão capazes de “reprogramar o relógio biológico do corpo humano”. Ou seja, seremos capazes de não apenas viver mais, poderemos descobrir o segredo da vida eterna.
O que se espera para o futuro é a produção em massa de órgãos. A Escola de Medicina da Universidade de Wake Forest, já conseguiu criar bexigas naturais, mas que são cultivadas fora do corpo. Elas são feitas a partir de células da bexiga que será substituída e ficam prontas em dois meses.
O médico peruano Anthony Atala, professor e diretor do Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade de Wake Forest, desde 2004 vem “cultivando tecidos”. Além do sucesso nas tentativas com diferentes tecidos humanos, já obteve sucesso com cartilagem e veias.
Na Rice University, pesquisadores já conseguiram criar estruturas microscópicas, capazes de levar remédio pela corrente sanguínea até células cancerígenas. E sem afetar as sadias. São nano robôs,  menores que as células humanas, que seriam capazes de  limpar nossas artérias muito antes de elas chegarem perto de entupir e destruir vírus, bactérias ou células cancerígenas antes que nosso corpo sofra qualquer dano.
“Dentro de no máximo 20 anos, esses nano robôs vão ter as mesmas funções que as nossas células ou tecidos, mas com uma precisão infinitamente maior”, escreveu o pesquisador Ray Kurzweil.
Outros avanços da medicina parecem apontar para o retardamento da morte como uma realidade. Hoje a longevidade da população já é um dos grandes problemas do planeta, por conta da demanda de espaço, empregos e previdência.
A expectativa atual é de 68 anos, mas a japonesa Kama Chinen é a pessoa mais velha do mundo hoje, com 114 anos.
Estima-se que em menos de dez anos o mundo terá mais idosos (acima de 65 anos) do que crianças pela primeira vez. Nesse mesmo período calcula-se que teremos 1,3 bilhão de pessoas com mais de 65 anos (eram 506 milhões em 2008).A população de centenários deve chegar a 2,2 milhões em 2050. Eram apenas 145 mil em 1999.
Na teoria tudo isso é tudo muito interessante e bom, mas esqueceram do que diz a Bíblia, que o pecado é o motivo de nossa morte física e espiritual. A vida eterna já é uma realidade e está disponível, basta crer em Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador. Ele não precisa de nanotecnologia, pois disse “eu sou a ressurreição e a vida, aquele que crer em mim, ainda que esteja morto, viverá” “João 11:25)
fonte: gospel prime

sábado, 28 de agosto de 2010

A religiosidade é um componente genético do Ser Humano

Nicholas Wade, repórter especializado em ciência do New York Times, juntou religião e as idéias evolutivas de Darwin – duas coisas aparentemente opostas. Em seu livro: The Faith Instinct (O Instinto de Fé, sem edição no Brasil), defende que a religiosidade é um comportamento universal humano, presente em todas as sociedades, e provavelmente moldada pela seleção natural em milhares de anos. Para ele, todos nós temos um instinto religioso, que nos faz querer ter fé.

A relação do repórter com a religiosidade começou no Eton College, no condado inglês de Buckingham. Fundada pelo rei da Inglaterra Henrique VI, a escola manteve seu currículo quase intacto ao longo dos mais de 500 anos que separam sua fundação, em 1440, do ingresso de Nicholas Wade, durante o colegial. Devido à grade secular, ele aprendeu latim e grego, estudou diversas religiões e frequentava a igreja duas vezes ao dia, exceto aos domingos. “Eu acho que essa familiaridade com os hinos e com a liturgia da Igreja da Inglaterra me fez apreciar a religião e me ajudou a entender porque ela tem sido uma força tão poderosa ao longo da história”, diz Wade.

Em seu livro, ele reúne citações de antropólogos, sociólogos, economistas, historiadores, psicólogos, teólogos para mostrar ao mundo com quanto de fé se constrói um homem. Nicholas Wade conversou conosco sobre seu livro – que é de ciência, segundo ele. “Enquanto a base genética para o comportamento religioso existir, as pessoas estarão inclinadas em relação à religião”, ele destaca. Confira a entrevista

Seu livro é um livro religioso ou um livro de ciência?
Olho para a religião a partir da perspectiva da ciência e, mais especificamente, da teoria da evolução. Portanto, é um livro de ciência – um livro de ciência sobre a religião.

Há quanto tempo o homem é religioso?
Toda sociedade humana conhecida tem alguma forma de religião. Desde que a religião é como um comportamento distintivo, é altamente improvável que cada sociedade tenha desenvolvido sua religião de forma independente. Religião deve ter sido um dos comportamentos que as sociedades humanas herdaram da população ancestral antes que estas se dispersassem por todo o globo. Como a dispersão da população humana moderna ocorreu há cerca de 50 mil anos, a religião deve existir há pelo menos esse tempo.

E quando ela teve início?
Ninguém sabe. Os rituais religiosos, com base em danças e cantos sem palavras, poderiam ter existido antes mesmo da linguagem. Mas a data em que a linguagem evoluiu também é desconhecida, só se sabe que foi depois de nos separarmos dos chimpanzés, há 5 milhões de anos, e antes da dispersão da população humana moderna, há 50 mil anos.

As religiões podem estar conectadas em um ponto de origem comum?
A população ancestral humana era muito pequena, houve um ponto em que não éramos mais de 5.000 pessoas. Pode ser que, nesta época, existisse uma religião única, a partir da qual todas as religiões de hoje são descendentes.

E por que isso é importante?
Novas religiões são formadas quando uma seita se separa de uma religião-mãe, e isso significa que, em um princípio, todas as religiões do mundo podem estar postas em uma única árvore de descendência. Isto é importante porque mostra a unidade da religião. Também nos ensina a olhar para as ligações históricas entre as religiões, que os autores religiosos podem ter tido o cuidado de ocultar. O Islã, por exemplo, pode ter raízes profundas no cristianismo, mas não é evidente.

A religiosidade trouxe benefícios à evolução dos seres humanos?
A religião resolveu, de forma muito eficiente, um problema difícil: como o nosso cérebro cresceu, cada indivíduo pode calcular melhor o seu próprio interesse e colocá-lo à frente do interesse do grupo. Mas uma sociedade em que todos colocam seu próprio interesse em primeiro plano se fragmentará brevemente.

A religião era uma maneira de dar coesão ao grupo. Com cânticos e rituais, fez com que todos se comprometessem com as regras, que foram criadas para promover comportamentos que ajudariam o grupo. Este compromisso não foi uma promessa ou uma intenção consciente. O compromisso criado pela religião é profundo, emocional, e muito mais difícil de ser ignorado. Grupos ligados à religião tiveram um forte tecido social, e seus membros estavam mais dispostos a defendê-los, mesmo a sacrificar suas próprias vidas na batalha por aquela religião.

E como a seleção natural está ligada a isso?
Os primeiros humanos eram bastante territoriais e agressivos. Nesta circunstância, a seleção natural teria favorecido os grupos mais religiosos, uma vez que tinham um grupo mais coeso, mais unido, e conseguiram prevalecer mais vezes contra os seus inimigos. Por fim, os genes para os comportamentos religiosos se tornaram universais na população humana inicial.

Essa teoria da seleção natural vem sido criticada por muitos cientistas
Os seres humanos são animais altamente sociais, e sua sociabilidade deve ter evoluído de alguma forma. Mas a sociabilidade – o que significa colocar os interesses da sociedade à frente do próprio interesse – constitui um sério desafio para a teoria evolutiva, uma vez que qualquer esforço para ajudar outras pessoas prejudica os esforços para resolver as próprias necessidades.

fonte: Revista Galileu / Gospel Prime