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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Juíza muda de idéia após conversa com Pastor a cerca do casamento gay

A juíza de paz Marta Corvella, que havia dito que não casaria casais gays porque “Deus não aprova” esse tipo de relação, mudou de ideia após uma conversa com seu pastor. A chefe do cartório de General Pico, na Província argentina de La Pampa, agora está disposta a efetuar os casamentos entre pessoas de mesmo sexo, aprovado na última semana no país vizinho.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (19) pela diretora do Registro de Pessoas provincial, Irene Giusti, em entrevista ao jornal Clarín. Segundo ela, a juíza voltou atrás “após um encontro com seu pastor.

- Ela inclusive manteve encontro com vários casais homossexuais, a quem assessorou a respeito dos trâmites necessários para o casamento, logo que a lei seja promulgada.

Na última semana, logo após a aprovação pelo Senado argentino da lei que permite o casamento entre pessoas de mesmo sexo, a juíza Marta disse não iria casar gays em seu cartório “por uma questão de princípios cristãos”. Ela disse ainda que, “na Bíblia, Deus não aprova essa forma de viver”.

A Argentina é o primeiro país latino-americano a contar com uma lei de casamento gay e o 11º país no mundo.

A legislação precisa ser promulgada pela presidente Cristina Kirchner, que já deu o seu apoio ao projeto.

A aprovação da lei ocorreu em meio a forte oposição de grupos religiosos.


fonte: gnoticias.com

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Primeiro País da América Latina a aprovar o casamento gay

A Argentina se tornou nesta quinta-feira (15) o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A decisão veio do Senado, após 15 horas de debate do projeto de lei que reconhece a união homossexual. A iniciativa, impulsionada pelo governo da presidente Cristina Kirchner, foi aprovada por 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções.

Os dias que antecederam a votação foram cercados de muita tensão em Buenos Aires, capital do país. Manifestantes favoráveis e contrários à medida fizeram pressão em frente ao Congresso. Em um país de maioria católica, havia dúvidas se a proposta realmente passaria, o que acabou acontecendo nesta quinta-feira.

Para o líder do governo no Senado, Miguel Pichetto, a aprovação representa uma vitória dos direitos humanos na Argentina.

- É um dia histórico.

A senadora Lucía Corpacci, do FPV, afirmou que, apesar das tensões geradas pela mudança, a aprovação era uma questão de igualdade de direitos.

- Toda mudança sempre gera tensão. Os gays não são anormais, e por isso têm os mesmos direitos que qualquer outro cidadão argentino, entre eles, o direito ao matrimônio.

O senador de oposição Gerardo Morales destacou que a sociedade argentina mudou, dizendo que o projeto teve como objetivo garantir os direitos das minorias.

Já a senadora Sonia Escudero, do PJ, justificou sua oposição à lei dizendo que o "impacto" do casamento gay sobre as eventuais crianças adotadas não tinha sido analisado.

- Não houve estudo sobre o impacto do casamento homossexual sobre as crianças. Não é correto dizer que o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo tem o mesmo efeito que o matrimônio entre heterossexuais. A relação entre um homem e uma mulher é fértil. A relação entre homossexuais é estéril.

Fonte: R7.com